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VÁLIDA

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Válida só sabia mesmo que tinha que sair. Alguém propôs esse destino que ela conhecia desde que nasceu, e nem conhecia nada ainda. Não desejava deixar aquele lugar Seu, mas se tinha que ir, iria. A imposta busca por sucesso a uma menina que carrega o estigma de miséria, em um lugar distante de Seu, reflete em diversas tentativas frustradas de ser bem sucedida. Nesse caminho, ela conhece Genuíno, uma personagem carregada de simplicidade e honestidade, que toca sutilmente em sua forma de se ver e ver o mundo. Válida, refletindo sobre o estigma de miserável que sufoca o Vale do Jequitinhonha, desde que, em 1971, a ONU identificou a região como o Vale da Miséria, nos leva a refletir sobre nosso lugar interior, nossas escolhas e concepções.

A ignorância não fica tão distante da verdade quanto o preconceito.

Denis Diderot

Com prefácio de Wederson Moraes, o livro tem força na personagem. É uma pequena novela, que tem como base o estigma de miserável que sufoca o Vale do Jequitinhonha, desde que, em 1971, a ONU identificou a região como o Vale da Miséria. 
É um texto metafórico, que conta a história de uma moça que deixa o lugar SEU e vai pra o lugar QUALQUER à procura de sucesso, um sucesso que nem ela mesma sabe o que é. 

Na ocasião, e durante um de nossos intermináveis e prazerosos colóquios, recebi de suas mãos como presente o primeiro volume de VÁLIDA, confeccionado por ela para os últimos ajustes e, portanto, impresso de forma singela e rudimentar. Ter a posse de tal objeto, por si mesmo inestimável, foi como ter acesso aos bastidores de um grande espetáculo, já que suas páginas trazem correções e notas manuscritas, interrogações, ideias acrescentadas, podadas, modificadas, ou mesmo lacunas a serem preenchidas. Ganhar este precioso mimo, num gesto de credibilidade e despojado desapego, foi como adentrar um recôndito muito intimista do processo criativo da artista, cuja obra, despida de revisões, mostra-se nos traços originais sem receios ou escrúpulos, em sua essência primordial.

 

Wederson Moraes de Almeida (In fragmentos do Prefácio)

Um Cadim de Válida

— Do meu sonho.

— Que sonho?

— Esse negócio que comecei.

— Você o ama?

— Amo. É preciso amar nossos sonhos.

— Não sabia.

— Você não ama seu sonho?

— Qual?

— De ter sucesso.

— Não sei.

— Então não ama.

— Como sabe?

— Amor a gente tem certeza.

De quem já esteve com Válida

Válida é fluída, líquida, agreste...

Tem o olhar no horizonte

Mas os pés no chão

Do lugar seu.

Válida é a eterna

Busca entre o cotidiano

E as ranhuras do tempo.

Válida se metamorfoseia

Pra viver as labutas

De sua gente

De sua terra

E tantos sentimentos.

Válida é sucesso

Por que é ela mesma

Genuína... Genuíno sentir.

E o mais bonito

Válida aprendeu a chover.

Paulo André

Barcelos, em pouco menos de 100 páginas, faz uso de técnicas muito peculiares de narrativa e ambientação. Os capítulos, curtos, são frequentemente compostos por um só diálogo, pautado por respostas diretas e objetivas. Há muito pouco espaço para a narrativa convencional, e mesmo quando ela aparece é marcada pelo uso frequente de metáforas, que darão o tom da obra. E é justamente nessa estrutura, que privilegia a construção de personagens em detrimento da descrição, que reside o maior trunfo de Válida.

Cleriston Oliveira

Oi Herena!

Agora são 07:35. Só hoje comecei a ler seu livro. Mas não li somente hoje por falta de interesse, mas porque me faltava tempo. Tinha várias outras leituras em andamento. E comecei a ler por volta das 5 e meia da manhã. E terminei agora.
Posso te falar? Que texto lindo!!! Você realmente tem o dom da escrita! És uma escritora de fato! Válida é uma mistura de romance com poesia. Melhor definindo, uma poesia romanceada!  (...) Adorei seu texto!!!! Fluiu muito fácil, li de uma vez, sem parar. Tem frases muito bonitas, fortes e um final poético! 

Walter Barbosa

Não sei o que dizer, só sentir. Válida é tão real (Marielly Lemes, eterna leitora beta)

Mais um Cadim 

— Qual a solução?
— Não há um problema, Válida.
— Então, por que você vai?
— Porque posso ir.
— Também pode ficar.
— Mas agora prefiro ir.
— Entendi, então, tem de ir mesmo.

Experimente o comecinho
Entreviste a personagem

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